segunda-feira, 19 de maio de 2014

Mosteiro de Alcobaça

Uma das primeiras fundações monásticas cistercienses em território português, o Mosteiro de Alcobaça tornou-se a principal casa desta Ordem religiosa, graças a uma continuada política de protecção régia, iniciada pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. As dependências medievais ainda conservadas fazem do Mosteiro de Alcobaça um conjunto único no mundo, a que acrescem edificações posteriores, dos séculos XVI a XVIII, como importante testemunho da evolução da arquitectura portuguesa.



Rosácea da fachada do Mosteiro de
Alcobaça.
Pormenor do Altar da Morte de
São Bernardo
.

Pormenor do Túmulo de D. Pedro.

Pormenor do Túmulo de D. Pedro.

Pormenor do Túmulo de D. Pedro.

Gárgula do Mosteiro de Alcobaça.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Mosteiro de Santa-Clara-a-Velha

A fundação do Mosteiro de Santa Clara, no século XIII, insere-se num contexto religioso renovado pelos ideais de São Francisco e Santa Clara. Foi primeiramente fundado por D. Mor Dias, na margem esquerda do Mondego e perto de um convento franciscano que já lá existia. Este primeiro complexo, datado de 1283, era dedicado a Santa Clara e a Santa Isabel da Hungria, e foi causa de disputa por parte dos cónegos de Santa Cruz de Coimbra. Este acontecimento leva à extinção do mosteiro de D. Mor, em 1311, sendo que, em 1314, a Rainha D. Isabel de Aragão, esposa de D. Dinis, se empenhou na sua refundação. A reedificação deste novo mosteiro seria da responsabilidade de Domingo Domingues, mestre do Claustro do Silêncio de Alcobaça, e, posteriormente, de Estêvão Domingues, que concluiu a igreja e construiu os claustros. O templo é de aparência românica, apresenta uma cabeceira mais baixa, cuja abside e absidíolos apresentam forma poligonal, uma característica que se denota com mais intensidade no gótico. Outros pontos a referir são as suas três naves de altura análoga e abobadadas em pedra, algo pouco usual nas construções mendicantes que utilizavam a madeira, e ainda a ausência de transepto que permite o alongamento do claustro e faz com que este seja, a nível europeu, a maior construção deste tipo em estilo gótico.
Ainda junto ao mosteiro, a rainha D. Isabel construiu um hospital para os pobres, com um cemitério e capela, e ainda um paço, onde mais tarde viverá o seu neto, D. Pedro, e D. Inês de Castro, local onde viria a ser executada em 1355.

Um ano após a sagração da igreja (1330), uma cheia do Mondego prenunciava a constante convivência com as águas ao longo de séculos, o que levou ao alteamento constante do piso térreo. Porém, durante o século XVII, as freiras foram obrigada a construir um piso superior ao longo do templo, desocupando o inferior, o que acabaria por acontecer com as restantes dependências. O Mosteiro de Santa-Clara-a-Velha foi definitivamente abandonado em 1677, consequência das insustentáveis condições de habitabilidade e que obrigaram a comunidade a erguer um novo complexo. Este último situa-se no Monto da Esperança e, dando continuidade ao seu precedente, recebeu o nome de Santa-Clara-a Nova.



Exterior do Mosteiro
de Santa-Clara-a-Velha
Exterior do Mosteiro
de Santa-Clara-a-Velha

Rosácea no exterior do Mosteiro
de Santa-Clara-a-Velha
Fragmento do Claustro
de Santa-Clara-a-Velha 

Portal no exterior
de Santa-Clara-a-Velha
Pormenor do interior
de Santa-Clara-a-Velha
 
Interior de Santa-Clara-a-Velha
Interior de Santa-Clara-a-Velha
Interior de Santa-Clara-a-Velha
Interior de Santa-Clara-a-Velha

quinta-feira, 27 de março de 2014

Capela dos Alfaiates ou de Nossa Senhora de Agosto

A visita deste sábado foi à Capela dos Alfaiates, ou, de Nossa Senhora de Agosto, nome pelo qual também é conhecida.
O edifício primitivo desta capela foi construído em meados do século XVI, em frente à porta principal da Sé, e hoje situa-se no Largo Actor Dias, no Porto. Pertencia à Irmandade dos Alfaiates, corporação que comemorava a padroeira a 15 de Agosto. Cerca de 1940, aquando dos restauros da DGEM na Sé do Porto, a capela foi apeada para o alargamento do terreiro da dita sé, sendo reconstruída alguns anos mais tarde no sítio actual. No interior podemos ver o Retábulo de Nossa senhora de Agosto que é um exemplar de talha dourada do século XVII e de estilo maneirista.


Capela do Alfaiates (Exterior)
Tecto da Capela dos Alfaiates
Retábulo de Nossa Senhora de
Agosto








Imagem de Nossa Senhora de
Agosto

domingo, 16 de março de 2014

Igreja de Santa Clara, Porto

A visita da semana que passou foi à Igreja de Santa Clara, no Largo Primeiro de Dezembro, no Porto. Descrevendo-a de forma sucinta, e a todo o conjunto ao qual pertencia, pertence à Ordem de São Francisco, e como o próprio nome indica, às Clarissas. A sua construção estendeu-se pelos séculos XV, XVI, XVII e XVIII, e como autores teve Miguel Francisco da Silva (projecto de ampliação e risco da talha), Manuel de Sousa Sampaio, Domingos Lopes (entalhadores), Joaquim Rafael da Costa (tela da capela-mor). Acima de tudo, é uma das principais igrejas da cidade portuense revestida a ouro. Para mais informações: http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=9341.

Interior da Igreja de Santa Clara

Pormenor do Exterior da Igreja
de Santa Clara
Pormenor do Interior da Igreja
de Santa Clara

Pormenor do Tecto da Igreja
de Santa Clara
Pormenor dos Retábulos da Igreja
de Santa Clara

Pormenor dos Retábulos da Igreja
de Santa Clara

terça-feira, 4 de março de 2014

Lamego e o Vale do Varosa

Quinta-feira passada, 27 de Fevereiro, deslocamo-nos, ou seja, os alunos do Mestrado de História da Arte Portuguesa da FLUP, à zona de Lamego para dessa forma visitarmos o Museu de Lamego, o Museu Diocesano e ainda o Mosteiro de São João de Tarouca e o Mosteiro de Santa Maria de Salzedas. Além dos professores, acompanhou-nos também o arqueólogo Luís Sebastian, responsável pelo projecto do Vale do Varosa, que permitirá a visita das ruínas do Mosteiro de São João de Tarouca e muitas outras actividades relacionadas com esta fundação cisterciense.

Começando pelo Museu de Lamego (http://www.museudelamego.pt/), foi-nos possível ver parte das vasta colecção que esta instituição, situada no antigo paço episcopal, oferece, nomeadamente os vários Tesouros Nacionais, onde se inclui o antigo retábulo da Sé de Lamego da autoria de Vasco Fernandes (Grão Vasco) e diversas tapeçarias flamengas. Além da colecção também tivemos contacto com conservadores-restauradores que se encontravam a trabalhar no conjunto da Capela de São João Evangelista (http://www.museudelamego.pt/?page_id=2795) e que integra o espólio do museu em questão.

Pormenor d' Apresentação no Templo
Vasco Fernandes (Grão Vasco)
Pormenor da Série de Édipo
Tapeçaria Flamenga









Série de Santos que integram a
Capela de São João Evangelista

Santa Luzia
Capela de São João Evangelista













Seguimos para São João de Tarouca onde Luís Sebastian nos guiou, quer pela Igreja, quer pelas ruínas do espaço monástico, que brevemente estarão abertas para visita. Este mosteiro é indicado como a mais antiga fundação cisterciense em território nacional, sendo o início da sua edificação em meados de 1154. Tal como a maioria dos edifícios religiosos portugueses recebeu diversas transformações durante os séculos XVII e XVIII, adaptações bastante visíveis a nível interno, visíveis nos azulejos e talha dourada, esta última marcada na realização do retábulo-mor. Além da azulejaria e da talha, existe ainda o cadeiral do coro em pau-brasil e decorado com pinturas representando figuras relacionadas com a Ordem, o órgão e o São Pedro de Gaspar Vaz, de meados do século XVI.

Mosteiro de São João de Tarouca
Igreja
Mosteiro de São João de Tarouca
Dormitório









Mosteiro de São João de Tarouca
Órgão
Mosteiro de São João de Tarouca
Cadeiral














No Mosteiro de Santa Maria de Salzedas tomamos conhecimento das diversas intervenções de conservação e salvaguarda, principalmente as de consolidação do claustro do capítulo. A construção doeste mosteiro cisterciense começou em 1168, através do patrocínio de Teresa Afonso, segunda mulher de Egas Moniz. Contudo, a imagem ícone deste edifício é a actual fachada, datada do século XVIII. A partir de 2010 foi levada a cabo uma profunda intervenção que consistiu na recuperação de edificado, restauro de património integrado e a criação de um espaço museológico, permitindo a reabertura ao público. 

Mosteiro de Santa Maria de Salzedas
Igreja
Mosteiro de Santa Maria de Salzedas
Capitel do Claustro




Mosteiro de Santa Maria de Salzedas
Claustro
Mosteiro de Santa Maria de Salzedas
Claustro

sábado, 1 de março de 2014

Inauguração

"Só a arte é útil. Crenças, exércitos, impérios, atitudes - tudo isso passa. Só a arte fica, por isso só a arte se vê, porque dura."

Um diário onde não se pretende ensinar história ou arte, mas antes transmitir, através da objetiva, o que o olhar de uma estudante de História da Arte vê. Simplesmente isso. Nada que já não tenha sido feito, mas algo de que sentia necessidade.



Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
 Henrique Pousão - Esperando o Sucesso.